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Setembro amarelo: como cuidar da saúde mental

Setembro amarelo: como cuidar da saúde mental

Nosso objetivo nesse post é esclarecer dúvidas sobre a depressão sem causar pânico; autoconhecimento é essencial para saúde mental

O Setembro Amarelo é o mês dedicado à conscientização sobre a prevenção ao suicídio – consequência mais grave da depressão. No entanto, essa é uma oportunidade também para falar sobre essa doença, conhecida como “mal do século”. Nossa intenção no post de hoje não é causar pânico, porque já estamos fartos de notícias negativas: principalmente neste momento, em que muitos relacionam a pandemia aos distúrbios mentais. Mesmo porque ainda não há dados oficiais a respeito, capazes de dizer se o Coronavírus de fato impactou no aumento de psicopatias.

É de consenso comum que a Covid-19 colocou a população do mundo todo em alerta e as mudanças impostas por ela, como o isolamento social, o cenário de incertezas em relação ao futuro, além do medo de perder o emprego e, sobretudo, a vida, deixaram as pessoas emocionalmente abaladas. No entanto, momentos de tristezas, insatisfação e frustração são inerentes à natureza humana e nem sempre evoluem para um quadro depressivo que caracterize um transtorno mental.

Por isso, é precoce dizer que haverá um efeito manada de depressão em todo o planeta como consequência do Coronavírus. Nem todo mundo que passou por momentos de inquietação e de montanhas russa emocional irá entrar para as estatísticas de pacientes que sofrem de doença mental. A depressão pode surgir em decorrência da pandemia em indivíduos que já tem uma predisposição a esse transtorno e podem desenvolvê-lo em um momento de crise, como essa que estamos vivendo, mas não é uma regra geral, de acordo com a psicóloga Andrieli Viana Milarck (CRP 08-19675), da Unidade de Psicologia da Clinipam.

Ela explica que não existe um gatilho único que desencadeia a depressão. “Depende de pessoa para pessoa. Em algumas pode vir sem causa aparente ou pode surgir de uma separação ou de um luto, por exemplo. É importante esclarecer que caracterizamos como doença mental tudo o que nos tira do equilíbrio. Portanto, ter saúde mental é estar em e equilíbrio com você mesmo”, informa a psicóloga.


Tristeza ou depressão?

A depressão é uma doença mental que pode ser tratada, como as outras enfermidades. Sua principal diferença é que não pode ser checada por meio de exames laboratoriais ou um raio-X. Por isso, o diagnóstico de transtornos mentais é mais complexo.

As pessoas devem procurar ajuda médica quando sentem – ou os familiares percebem – que apresentam alteração nas atividades diárias que realizavam antes sem dificuldades, como dormir, comer e frequentar lugares. “A alteração no humor e as dores físicas sem diagnóstico, entre outros sintomas, também caracterizam a depressão”, diz Andrieli.

Nesses casos, profissionais da psicologia e da psiquiatra são os mais indicados para o tratamento, que vai envolver terapia psicológica e prescrição de medicamentos. Essas duas formas de tratamento podem ser isoladas ou conjugadas, tudo vai depender do estado do paciente. “Ele terá alta quando conseguir alcançar uma vida em equilíbrio. O autoconhecimento é essencial para termos saúde mental e é algo que adquirimos fazendo terapia. Com essa prática aprendemos a conhecer nossos comportamentos. Na terapia passamos a enxergar como reagimos perante a vida e se a maneira como reagimos é o ideal para termos boa saúde mental”, finaliza Andrieli.

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