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Sem choro: Clinipam emprega realidade virtual para eliminar o efeito colateral das agulhadas

Sem choro: Clinipam emprega realidade virtual para eliminar o efeito colateral das agulhadas

No Centro de Medicina Diagnóstica, crianças e adolescentes se distraem com filmes e óculos 3D e passam
pelo exame de sangue sem traumas; iniciativa é pioneira no Paraná

O estresse de pais e filhos na hora de coletar o sangue acabou no Centro de Medicina Diagnóstica (CMD) da Clinipam. Para ajudar as crianças a superaram o medo da agulha, o laboratório implantou óculos de realidade virtual. O equipamento é utilizado para entreter as crianças e adolescentes na hora de realizar exames. Os óculos aceleram os procedimentos da equipe de enfermeiros e distraem os pacientes, que assistem seus vídeos preferidos enquanto o sangue é coletado.
A ideia surgiu num projeto batizado de “Eureka”, que estimula a equipe a colaborar com a adoção de práticas inovadoras dentro da empresa para a melhoria de processos. São duas edições do Eureka por ano e as três melhoras propostas dos colaboradores são premiadas e implementadas na rotina da operadora de saúde. Solange Tamarossi Ferreira, que é a idealizadora da utilização dos óculos 3D na coleta sanguínea, atua no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Clinipam. 


A funcionária também é mãe e já sentiu na pele a ansiedade gerada pela realização de exames de sangue nos pais e filhos. “O laboratório costuma ser um local traumático para o público infantil. Com a chegada da realidade virtual, estamos conseguindo mudar esse quadro, oferecendo uma experiência divertida para nossos clientes, que acabam perdendo o medo da picada e ainda curtem um “filminho” enquanto o procedimento é realizado”, relata Solange.
A beneficiária da Clinipam Renata Calil Santos aprovou a ideia. Ela conta que os procedimentos que envolvem a temida injeção era bem sofrido para os filhos, de 3 e 7 anos. “Eles não aceitavam fazer a coleta ou tomar vacina e ficavam olhando os profissionais manipularem a agulha. A experiência com o óculos 3D foi transformadora. Minha filha mais velha não sentiu o procedimento, que foi realizado sem nenhum sofrimento”, atesta Renata. 
Na opinião dela, a ajuda da tecnologia trouxe alívio não só para os pais e filhos. “Os profissionais também são beneficiados porque podem se preocupar apenas com a realização do exame, sem passar por episódios para acalmar os pacientes”, acrescenta. 

Fim das lágrimas 


Jaqueline Landin Silva, supervisora de atendimento do CMD, conta que, no final da coleta, as crianças e adolescentes ainda ganham o certificado da coragem, por terem passado pelo procedimento com tranquilidade. “Com os óculos, eles ficam mais calmos. Nossa abordagem é diferenciada desde que os pacientes entram na recepção e recebem os óculos. Em nenhum momento, mencionamos palavras que remetem a injeção ou agulhada”, explica Jaqueline. 
Segundo ela, não são apenas as crianças que estão gostando da todos os mimos na hora fazer exames. “Os pais estão curtindo muito e os resultados estão sendo muito bons. A implementação dos óculos 3D atende um pedido dos nossos próprios clientes que gostariam de contar com um ambiente mais lúdico para o atendimento das crianças”, acrescenta a supervisora. 
A realidade virtual vai ajudar mais de 4 mil crianças que devem passar pelo CMD até o próximo ano. Para Solange, todos saem ganhando. Antes, era necessário mobilizar três coletadores para realizar o exame, que durava até 30 minutos, por conta do medo dos pacientes. Com a implementação da tecnologia o tempo do exame diminuiu drasticamente e o número de colaboradores envolvidos no processo também. “O mais interessante é que conseguimos encontrar uma utilidade prática na realidade virtual, que resolve um problema e cria uma oportunidade de negócio para nossa empresa. A Clinipam é a primeira operadora aqui no Paraná a oferecer esse tipo de serviço”, completa.
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