Voltar

Você já ouviu falar em nutrição amorosa?

Você já ouviu falar em nutrição amorosa?

Nutricionista da Clinipam ensina que a alimentação balanceada é uma forma de amor próprio e está em sintonia com os novos valores adotados na pandemia

O Dia do Nutricionista é celebrado em 31 de agosto e para homenagear esses profissionais que fazem parte da linha de cuidados do plano de saúde Clinipam, uma empresa do grupo NotreDame Intermédica, nosso post de hoje é sobre a alimentação balanceada vista sob a ótica do conceito de nutrição amorosa.

E quem nos ajuda a entender esse movimento complexo, que coloca o autocuidado no centro da nossa atenção, é a nutricionista Danusa Yanes, que faz parte da equipe no Centro de Qualidade de Vida (CQV) da Clinipam.

Esse, aliás, é o momento propício para fazer uma reflexão sobre a importância de uma pausa diária para cuidar de nós mesmos. E o lado B da pandemia da Covid-19 está justamente na revisão dos nossos valores, na importância de vislumbrar um futuro, mas com os pés no presente, na importância do viver bem no aqui e agora.

Danusa ressalta que o começo de todo esse processo é cuidar da saúde: uma forma de praticar o amor próprio, algo que ninguém mais pode fazer por nós. A autoestima passa pelo autoconhecimento e a consciência sobre nossas necessidades corporais, mentais e psicológicas.

E a nutrição faz parte dessa tríade, mas o apego à ideia do corpo perfeito desvirtuou as práticas do nutricionismo, que estimulou a contagem das calorias, a obrigatoriedade de itens coloridos nos pratos como forma de alcançar a saúde, sem falar na dietas restritivas que caíram no modismo e que tiraram do prato alguns grupos de alimentos e, junto com eles, eliminaram o prazer que está relacionado ao pão nosso de cada dia.

Na visão de Danusa, o nutricionismo contribuiu com essa neurose e acabou por transformar a alimentação em uma necessidade estritamente fisiológica, quando na verdade, a cerimônia de fazer uma pausa para a refeição – para repor as energias em todos os sentidos e não apenas no literal - e compartilhar o momento junto com a família, com os amigos ou consigo mesmo, vai além do aspecto nutricional. Para ela, é a retomada dos valores que rementem à alimentação da alma, do prazer e da sensação de aconchego e bem-estar que estão ligados às receitas e aos encontros em torno da mesa, que a nutrição amorosa deseja resgatar.

Danusa acrescenta que vivemos rodeados de estresse, num mundo muito competitivo. E essa concorrência desmedida engloba a nossa aparência e interfere na autoestima, já que a tendência é de que as pessoas, sobretudo as mulheres, sofram para alcançar a imagem estereotipada imposta pela mídia. E, nesse sentido, a autoaceitação é um dos caminhos para alcançar o amor próprio.

“Em primeiro lugar, quero salientar que se aceitar não é sinônimo de desleixo como muitos pensam. A autoaceitação verdadeira está na essência e, uma vez trazida à tona, transforma sua autoestima, trazendo um novo brilho para si”, diz.


Menos regras e mais amor em torno da alimentação

O amor próprio passa primeiramente por dedicar um tempo para cultivar hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação tendo a saúde como foco e não o corpo perfeito: fazer as pazes com a balança e com o espelho é o destino final na caminhada que percorremos para encontrar a autoestima.

E o conceito de nutrição amorosa cabe como uma luva para quem deseja investir no autocuidado porque valoriza a apreciação dos momentos e nos convida a estarmos mais presentes, de corpo e mente, nas tarefas do dia. “Precisamos de menos regras alimentares, de menos alimentos proibidos e permitidos, menos rótulos e críticas e mais capacidade de escolhas. Somos livres e temos o direito de escolhermos o que nos faz bem, mas devemos ter consciência das nossas preferências”, diz Danusa.

Ela complementa que o movimento da nutrição amorosa incentiva o retorno para as nossas raízes e a recuperação do sentimento de amor pela cozinha, de reservar um tempo para escolher os alimentos e preparar a própria refeição, como faziam nossos antepassados. “Ser amoroso com a alimentação, privilegiar a comida de verdade, aquela que brota da terra, é uma forma de autocuidado. E com esse olhar amoroso para uma das nossas necessidades mais básicas, que é a alimentação, aprendemos a levar a vida mais leve, diminuindo as frustrações e a culpa em torno de uma nutrição rigorosa, que finalmente está começando a ser desconstruída pelos próprios nutricionistas. Comida é necessidade, mas também é arte, prazer, convívio social, cultura. É experimentar os cinco sentidos em uma refeição, nas texturas, cores, cheiros, sabores. É fazer uma conexão com você mesmo e as pazes com a comida, e assim, comer nem muito e nem pouco, mas o suficiente. É estar de bem consigo mesmo”, pondera Vanusa.

Comer sem culpa aquele doce que você adora é um dos atributos da nutrição amorosa. O segredo é saber quando apreciar uma guloseima e a hora certa de parar quando o corpo der sinais de saciedade. “Temos que aprender a respeitar o corpo, ouvir a fome real e diferenciá-la daquela que vêm de emoções do dia a dia. O autocuidado nos inspira a lidar com essas emoções, e se não conseguir sozinho, buscar ajuda de um profissional é essencial. Se cuidar é tomar bastante água e estar bem-hidratado. É agradecer pelo alimento do dia, é comer pra satisfazer as necessidades fisiológicas do organismo. É apreciar cada alimento que é ingerido, na companhia das pessoas que você mais ama e isso inclui você mesmo. É entender que exageros de qualquer espécie, fazem mal, mas que de vez em quando, como numa festa ou em uma ocasião especial, você pode cometer algum deslize e está tudo bem! No dia seguinte é só voltar à alimentação habitual. Seu corpo saberá lidar com a situação”, observa Danusa.

Confira agora as 5 dicas da nutricionista da Clinipam para adotar uma alimentação balanceada e, ao mesmo tempo, incorporar o conceito da nutrição amorosa no seu dia a dia.

1. Fuja dos alimentos ultraprocessados, ou seja: descascar mais e desempacotar e tirar menos da lata.

2. Resgate o livro de receitas da sua avó e prepare com seus filhos aqueles pratos que lhe conferem memória afetiva. Repasse esse cardápio da sua família para as próximas gerações. Vai fazer bem para a saúde, sobretudo do coração.

3. O carboidrato não é um vilão. Esse alimento é o combustível do nosso corpo. Apenas prefira os carboidratos do bem que são encontrados nas farinhas e grãos integrais e nas frutas. Excluir o carboidrato da refeição gera um desequilíbrio, à medida que há um aumento no consumo da proteína. Fique atento a isso!

4. O bom e velho modelo do prato ideal nunca sai de moda. Metade da refeição, NO MÍNIMO, deve ser composta pelas hortaliças, 1 porção de carboidrato e 1 porção de proteína.

5. Prefira as frutas e verduras da estação porque têm menos agrotóxico: a mãe natureza não erra nunca e vai trazer uma variedade de cores e nutrientes para sua mesa em todas as estações do ano. Além disso, esse hábito vai fazer bem para seu bolso. Por último, lembre-se que os orgânicos e alimentos cultivados na nossa região serão sempre os melhores, porque precisam de menos aditivos para suportar a longa duração. De quebra, você vai ajudar a sustentar a economia local. Faça parte desse círculo virtuoso por você pela sua comunidade!

Veja mais notícias