O especialista



O Psiquiatra é um médico formado em Medicina e que escolheu a Psiquiatria como sua especialidade. Esse profissional pode prescrever medicamentos, fazer acompanhamentos de pacientes que necessitem de psicoterapia, internamentos, diagnósticos, etc. Ele tem a capacidade de reconhecer, tratar e prevenir todas as doenças mentais.

Apaixonado pelo funcionamento e mistérios da mente humana, o Psiquiatra deve ser alguém que goste de ouvir outras pessoas e tenha a capacidade de observação a fim de encontrar algum meio de auxiliar o paciente. A habilidade de entendimento e a vontade de ajudar os outros, fazem esse profissional muito necessário para a sociedade.

O Psiquiatra atua em hospitais, clínicas particulares, centros psiquiátricos, casas de recuperação, empresas, etc. Dentro da sua profissão existem outras áreas em que ele pode atuar e se especializar: Emergência psiquiátrica, Psiquiatria da infância e adolescência, Psicoterapeuta, Psiquiatria forense, etc.

A mente



Responsável por observar e interpretar a realidade, a mente humana é o que nos faz conscientes e dotados de interpretação, imaginação, sentimentos e reações a tudo que acontece ao nosso redor. É como se ela integrasse todos os processos que ocorrem na nossa vida, sejam eles relacionados ao nosso emocional, aos sonhos, a razão, ao que memorizamos, a nossa intuição, ao ego, superego e inteligência.

Principais doenças psiquiátricas

Esquizofrenia



Doença mental crônica, a esquizofrenia acomete homens e mulheres na faixa dos 20-30 anos. Os principais sintomas são: alucinações, delírios, pensamentos e fala confusos, alterações de afetividade (ficam indiferentes as situações), desmotivação, desconfiança de tudo. Não se sabe ao certo o que causa a esquizofrenia. O tratamento se dá por via de medicação altamente controlada pelo médico do paciente, bem como acompanhamento para que o paciente possa ser reintegrado e supere as dificuldades diárias.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)



Essa doença se caracteriza como um ritual de atos compulsivos, o que faz com que a pessoa tenha que aliviar essas obsessões. Esses atos são repetidos inúmeras vezes e a maioria deles não fazem sentido, até mesmo para a pessoa. Lavar as mãos com muita frequência por medo de contaminação, verificar diversas vezes se a porta está trancada, organizar ou limpar os objetos da casa de maneira que fiquem ordenados e simétricos, compulsão por armazenar coisas sem utilidade, etc. O TOC é uma doença que apresenta funcionamento excessivo em algumas áreas cerebrais e o tratamento se dá por via de medicamentos controlados e terapia.

Síndrome do pânico



Essa doença se caracteriza por ataques recorrentes de ansiedade intensa. O paciente tem a sensação de morte iminente, além de perder o controle de si próprio. Todo esse processo é acompanhado de palpitações, suor excessivo, sensação de desmaio, dor no peito, ondas de calor e frio, náuseas, etc. O medo de ter esses ataques repentinamente, faz com que a pessoa evite lugares ou situações que ela julga serem perigosos e que podem causar novos ataques. Ficar sozinho em casa, dirigir, ir a lugares públicos, por exemplo, são comportamentos e situações que essas pessoas evitam.

Transtorno bipolar



Oscilações repentinas no humor caracterizam os pacientes dessa doença. A mudança de um estado feliz para a tristeza é tão acentuada, que pode causar períodos de depressão. Sintomas como pessimismo, tristeza, ansiedade, perda da autoestima, sensação de vazio, sentimento de culpa, perda de interesse ou prazer em atividades que antes gostava, dificuldade de concentração e insônia são sintomas comuns quando se encontram em estado depressivo. Já no estado eufórico, o paciente apresenta: autoestima exagerada, comportamento inadequado em algumas situações sociais, hostilidade, facilidade para abuso de drogas ou bebidas alcoólicas, agressividade, delírios, etc. Essas variações do humor podem ser controladas através de medicamentos e sessões de terapia.

Prevenção


A genética é uma propensão aos transtornos psiquiátricos, mas não é uma regra. A prevenção pode ser um tratamento primário ao menor sinal de problemas mentais, pois é muito mais fácil trata-los na infância do que na fase adulta. O que se pode fazer para prevenir que se desenvolva doenças psiquiátricas, é criar as crianças com uma combinação de liberdade e limites, amor e disciplina, além de responsabilidades. As pessoas são motivas pelo afeto, incentivo, confiança e tantos outros estímulos, ou seja, desde criança é necessário que isso aconteça. A maneira como uma criança é criada e tratada, o ambiente em que ela cresce o que lhe é ensinado irão determinar sua vida adulta e, se ela terá ou não transtornos mentais.


Consulte sempre um médico.


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