O especialista

Esse profissional está preparado para estudar, prevenir e tratar de doenças de pacientes idosos. Voltada especialmente para os pacientes de idade avançada, a Geriatria deve ser exercida por um médico que goste de trabalhar diariamente com idosos.

Para ser um Geriatra é necessária a formação no curso de Medicina, fazer residência médica e depois uma especialização na área de Geriatria. É imprescindível que o médico sempre estude os avanços tecnológicos voltados para a medicina, principalmente por lidar com a saúde de pessoas mais velhas. Observação, organização e muita paciência são características que esse profissional precisa ter.




O médico irá observar o estado de saúde do paciente, perguntar-lhe sobre seu histórico familiar e as doenças que ele já possa ter tido. É fundamental que essa análise inicial seja feita com rigor, para que os exames pedidos e as indicações médicas sejam corretas e possam resultar na melhora do problema. As suspeitas de que o paciente está com alguma doença e não tem conhecimento disso, também devem ser analisadas, pois é a partir daí que o tratamento se inicia. A prescrição de remédios e a instrução dos familiares deve ser exercida de maneira cuidadosa.

O Geriatra poderá atuar em hospitais públicos e particulares, além de clínicas especializadas em Geriatria. Asilos e casas de repouso também são ambientes para esse profissional. Médicos que atendem a domicílio oferecem o diferencial de um acompanhamento mais cômodo para o paciente, além de instruir a família a auxiliar esse idoso no seu dia a dia.

O idoso



A Organização Mundial da Saúde (OMS), considera idosa toda pessoa com 60 anos ou mais. Nessa fase da vida, algumas dessas pessoas podem apresentar diversas doenças, além de mudanças físicas e emocionais. Os sinais mais visíveis do envelhecimento são: rugas na pele, branqueamento dos cabelos, diminuição da capacidade auditiva e visual, diminuição dos reflexos e capacidades neurológicas (memória e raciocínio). O sistema fisiológico também pode ser comprometido com incontinências urinárias e fecais.

Principais doenças geriátricas

AVC



O derrame cerebral acomete o idoso repentinamente e pode deixá-lo com várias sequelas. As deficiências motoras são as mais comuns, fazendo com que alguns pacientes fiquem incapacitados para andar, falar, ver e sentir.

Parkinson




Degenerativa, ative o sistema nervoso central e avança de forma lenta e progressiva, levando o idoso a ter incapacidades físicas. Os tremores são os sintomas mais comuns, além da rigidez e perda de movimentos. Nessas condições, o idoso precisa ser acompanhado para que não sofra quedas e fraturas.

Osteoporose



Uma doença que acomete os ossos, deixando-os fracos, finos e mais fáceis de serem fraturados. O idoso precisa fazer exercícios físicos para melhorar sua condição. A indicação é de caminhadas leves.

Alzheimer



Doença neurológica, o Alzheimer acomete as funções intelectuais, prejudicando a memória, o que causará grande impacto na vida do idoso, além de interferir também na compreensão, atenção, aprendizado e orientação. A dependência de outras pessoas é inerente, até mesmo para o básico do dia a dia, como alimentação e higiene pessoal.

Prevenção


A prática regular de atividades físicas e a boa alimentação deve ser levada a sério pelos idosos. Cuidadores, médicos e familiares devem sempre cobrá-los e incentivá-los a ter uma rotina saudável, além de que eles precisam estar sempre com os exames em dia. Os maus hábitos também devem ser evitados, tais como: consumo abusivo de bebidas alcoólicas e cigarro.

A casa deve ser preparada para o idoso: corrimões nas escadas, bem como faixas emborrachadas nos degraus para firmeza das mãos e dos pés. Esqueça os tapetes, pois eles podem escorregar. Os ambientes devem ser iluminados e oferecer espaço suficiente para que eles consigam se movimentar tranquilamente. Deixar sempre à mão um telefone e os contatos dos familiares e de unidades de pronto atendimento, de preferência escritos em letras e números bem visíveis.


Consulte sempre um médico.

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